FIKE 2009 - 8º Festival Internacional de Curtas-Metragens de Évora

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Master Classes

 

Contar histórias - Uma Master Class sobre Criatividade e Imaginação

Construção e execução do processo criativo na Música e no Cinema.

Filipe Melo - músico de jazz, realizador, argumentista e produtor de cinema- pretende mostrar como se desenvolve uma ideia e como é possível transformá-la num projecto real.

Apelando a jovens oriundos das Artes Visuais e da Música propõe uma tertúlia onde falará de como a criatividade se manifesta, e de como ele próprio a processa em todos os seus projectos, desde o 1º filme de zombies português I’ll see you in my dreams passando pela série de televisão “Um mundo catita” e mais recentemente pela sua incursão no mundo da Bd. Além dos seus projectos em cinema é também um consagrado músico de Jazz.

Invocando a sua experiência nestes dois campos, distintos mas complementares, enaltecerá a importância da imaginação e da envolvência pessoal que é imprescindível na interpretação e execução de uma ideia.

Quinta, 26 de Novembro de 2009, 16h00
Hotel M'Ar de Ar Aqueduto (Rua Candido dos Reis, 72)

 

Filipe Melo

Músico, Realizador e Argumentista

Nascido em Lisboa em 1977, Filipe Melo foi detido e interrogado aos 15 anos por pirataria informática. Optou então por se dedicar ao piano, ficando desde cedo interessado no jazz e na improvisação. Desde então, a sua vida é dedicada à música e ao cinema, tendo tocado com a maioria dos músicos de jazz portugueses. Estudou no Hotclube de Portugal e no Berklee College of Music em Boston. Foi vencedor do prémio Villas-Boas e do prémio revelação do site JazzPortugal. É também professor e arranjador, tendo trabalhado ou tocado com músicos e grupos como Donald Harrison Jr., Jesse Davis, Sheila Jordan, Paulinho Braga, Swingle Singers, Martin Taylor, Perico Sambeat, Herb Geller, Orquestra de Jazz do Hotclube, Orquestra Metropolitana, entre muitos outros. Esteve em actividade como pianista e arranjador para o fadista Camané, num espectáculo no teatro S.Luiz intitulado “Outras Canções II”. Conta com mais de 12 discos gravados, entre trabalhos como líder e colaborações.

O seu hobby e a sua maior paixão é o cinema: em 2003, funda O Pato Profissional Lda., uma produtora dedicada ao cinema fantástico. Produziu, escreveu e realizou vários projectos de culto: “I´ll see you in my dreams”, vencedor do FANTASPORTO 2004 e de 12 prémios internacionais, e “Um Mundo Catita”, uma série de televisão exibida na RTP. Encontra-se de momento a preparar “As aventuras de Dog mendonça e Pizzaboy” um novo projecto no universo da Banda Desenhada com edição prevista no início de 2010. Realizou ainda diversos videoclips e documentários. Actualmente, é membro da direcção do Hotclube de Portugal.

Ensina Piano e Harmonia na Universidade de Évora e na Universidade Lusíada e mantém a agenda ocupada a tocar com diferentes grupos e a preparar novos projectos de cinema, de música e uma incurssão pelo universo da Banda Desenhada.

 

Ken Russell by himself

Do free cinema à alta definição

Ken Russell é, antes de mais, um criador nato. A sua carreira e os seus filmes, a abordagem que faz da realidade e a resposta à crítica de que é muito “operático” são sintomáticos: “A realidade é um palavrão para mim. Sei que o não é para a maior parte das pessoas, mas não me interessa. Há muita coisa acerca da realidade.”

Convidamos Ken Russel para nos deixar entrar no seu universo. Percorrermos juntos as suas memórias, dos seus projectos, dos seus filmes. Olhar retrospectivamente uma carreira de dezenas de obras ao longo dos anos.

Desde os seus primeiros filmes dos tempos do super8 e do free cinema, documentários de curta duração que lhe abriram as portas para a BBC, até Boudica Bites Back integralmente rodado em alta definição e com recurso à computação gráfica. O enfant terrible do cinema inglês, do cinema mundial, aos 82 anos ainda promete mais. Se bem que o seu trabalho para televisão seja escassamente conhecido fora do Reino Unido, teve sempre um enorme impacto no desenvolvimento da narrativa e ficção para televisão. O seu estilo e abordagem a personagens históricas (tais como compositores, poetas e bailarinos) em que corre todos os riscos levando ao limite da imaginação a sua construção, valeu-lhe o epíteto de “enfant terrible” e envolveu muitos dos seus trabalhos em acesas polémicas.

Do seu trabalho para a BBC, recheado de obras-primas, ressaltam os primeiros trabalhos na série MONITOR focando a vida e obra de artistas contemporâneos da música britânica, sendo uma série de marcantes momentos de televisão nos anos 60. Deste período, talvez os episódios mais marcantes sejam Elgar (1962) e Debussy (1965). No cinema são marcantes duas das longas-metragens que realizou – e que apresentamos no âmbito do Festival – WOMEN IN LOVE Mulheres Apaixonadas e TOMMY com os The Who. O primeiro com nomeações para os Prémios da Academia em diversas categorias, incluindo o Óscar para melhor realizador. O segundo porque virtualmente refundou as bases do vídeo musical como hoje o conhecemos.

Toda a sua obra é marcada pela controvérsia - mas também pela inovação – e por levar sempre ao limite a narrativa audiovisual. Continua a trabalhar em televisão, encenação de ópera e vídeo clips. Ao longo dos últimos anos tem desenvolvido interessantes seminários para jovens estudantes de cinema.

Sexta, 27 de Novembro de 2009, 16h00
Hotel M'Ar de Ar Aqueduto (Rua Candido dos Reis, 72)

 

Filipe Lopes

Filipe Lopes nasceu em Leiria a 17 de Outubro de 1973. Licenciado em Investigação Social, foi subdirector e co-fundador da Revista de Cinema Primeiras Imagens, de 1998 a 1999 e de 2002 a 2003, altura em que a publicação cessou a tiragem. Desde sempre apaixonado por cinema, colaborou em diversas publicações, como as revistas PREMIERE, CINEMA e UMBIGO, entre outras, com textos relacionados com cultura, de uma maneira geral e com a 7ª Arte em particular. Foi júri em diversos festivais: Caminhos do Cinema Português de Coimbra, Cinanima – Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho, FIKE – Festival Internacional de Curtas-Metragens de Évora, Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto, FEST – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Jovem de Espinho, OVARVIDEO – Festival de Vídeo de Ovar. Apresentou vários ciclos e mostras de filmes, dos quais são de destacar o Ciclo “Cinema Cru”, dedicado ao género fantástico e de terror, organizado pela Universidade da Beira Interior em conjunto com o Cineclube local, e o Ciclo dedicado a Stanley Kubrick organizado pelo Cineclube de Évora, no qual fez uma palestra tendo como tema “Kubrick, Um Olhar – a Técnica e a Forma”. Participou, como comentador e crítico de cinema, em vários programas de rádio e TV. Actualmente trabalha na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, mais precisamente no ANIM – Arquivo Nacional das Imagens em Movimento, é jornalista free-lancer e escreve na revista de cinema online TAKE.

FIKE 2009

23 de Novembro a 1 de Dezembro de 2009

FIKE 2009 - 8º Festival Internacional de Curtas-Metragens de Évora
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